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Profissionais e estudantes aprendem sobre tratamento ao paciente com diabetes em curso promovido pelo CRF/SE

Evento gratuito foi promovido em parceria com o Laboratório de Bioquímica Clínica da UFS


09/07/2019 18:30

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5.782. Essa é a quantidade de pessoas vitimadas pela Diabetes entre os anos de 2010 e 2016 na cidade de Aracaju, número que cresceu 14,7% no período, principalmente entre a população masculina. Além disso, dados do ano de 2012 mostram que, naquele ano, o município sergipano era a 10ª capital com maior índice de diabetes no país. É nesse contexto que o Conselho Regional de Farmácia de Sergipe (CRF/SE), em parceria com o Laboratório de Bioquímica Clínica da Universidade Federal de Sergipe (Labic-UFS), promoveram gratuitamente a Oficina teórico-prática: manejo do paciente com diabetes. “É um compromisso nosso realizar ao menos uma vez por mês alguma atividade de capacitação para os profissionais e estudantes, e neste mês escolhemos esse treinamento sobre diabetes por enxergarmos a importância do tema”, explica o Diretor-Tesoureiro do CRF/SE, Fábio Ramalho.

A oficina foi ministrada por Lysandro Borges, doutor em bioquímica e professor na UFS. Segundo ele, “o diabetes é um problema grave de saúde pública. Os dados da Ministério da Saúde mostram que o Brasil tem aumentado drasticamente o nível de pacientes com diabetes [...], então é necessário que o profissional de saúde tenha mecanismos e maneiras de cuidar melhor desse paciente”. Lysandro acrescenta ainda a essa fala o fato de que o Nordeste ocupa o 2º lugar no ranking de desequilíbrio da Diabetes Melitus (DM) e que, em Sergipe, 7,6% dos pacientes possuem a doença. Nesse sentido, o professor enxerga o farmacêutico como ferramenta fundamental para o tratamento, visto que é o profissional da saúde que mais tem contato com os doentes. “Têm estudos que mostram que o paciente com DM frequenta 8 vezes mais a farmácia que qualquer outro local de saúde. Então o farmacêutico tem esse acesso ao paciente e, por isso, tem que estar preparado para cuidar dele”, explica.

Essa busca pelo preparo para atender o paciente pode ser notada nos olhares atentos e participações efetivas dos profissionais presentes no auditório lotado. Como explica o farmacêutico Márcio Lima, “hoje nós estamos aqui justamente para isso, para estar aprendendo o que o mercado está oferecendo de novo”. No entanto, o interesse pela qualificação não atinge apenas quem já está no mercado. Saulo Costa, por exemplo, ainda está cursando a graduação em Farmácia e já entende a necessidade de se manter atualizado sobre o tema. “Pra nós que estamos nos preparando para nos tornamos profissionais farmacêuticos, é importante entender o lado dos pacientes, as dificuldades que os pacientes têm”, explica. Já Talita de Lima Hora, também estudante, ressalta a necessidade de prestar atenção nessa questão: “Nós fizemos essa atividade para conscientizar as pessoas do problema que é a diabetes”.

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