Fórum promovido pelo CRF/SE dá seguimento à discussão sobre as diretrizes curriculares do curso de Farmácia

Evento começou nesta quinta-feira e conta com a presença de professores e coordenadores dos cursos de Farmácia do estado


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Nesta sexta-feira, 17 de maio, o Conselho Regional de Farmácia de Sergipe (CRF/SE) dá seguimento às atividades do “I Fórum Sergipano de Discussão sobre as Diretrizes Curriculares do Curso de Farmácia”. O evento teve início na quinta-feira, 16, e durante os dois dias, professores e coordenadores dos cursos de Farmácia do estado debateram sobre as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e trocaram experiências sobre as instituições.

Segundo a vice-presidente do CRF/SE, Larissa Feitosa Carvalho, esse momento é importante por conseguir unir quase todos os cursos de Farmácia de Sergipe e discutir sobre as particularidades de cada instituição. “Eu entendo que esse é um momento muito enriquecedor”, comenta. “Pudemos ver que as universidades proporcionam oportunidades de aprendizados diferentes e notar o quão grandiosa é a formação do farmacêutico e o quanto ela pode ter interfaces muito diferentes. Isso reflete e enriquece na formação de um profissional plural que atua de diversas maneiras”, acrescenta.

Já a professora Rogéria Nunes, da Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Campus São Cristóvão, ressalta a importância do CRF/SE como articulador do evento. “Nesse momento, o papel do CRF/SE tem sido muito importante na articulação. Estamos em via de mudanças da matriz curricular, com as novas DCNs, então o papel do CRF como interlocutor com o CFF e com as instituições mantenedoras dos cursos de Farmácia traz pra gente uma unidade dentro dessa discussão”, afirma.

Uma das experiências que foi destaque durante a discussão foi o modelo utilizado pela UFS – Campus Lagarto. Baseado em uma perspectiva em que o aluno participa de maneira mais ativa, o método foi explanado pelo professor Rafael Ciro, coordenador do curso na instituição. O professor, que também é o presidente da Comissão de Educação e Ensino do CRF/SE e faz parte da organização do evento, relata o quanto é importante essa troca de experiências: “Essa iniciativa pioneira do CRF trouxe pessoas importantes que conhecem bem as novas DCNs e sua implementação, então está sendo muito proveitosa a partilha de informações entre as universidades”.

Outra experiência trazida durante o Fórum foi a Farmácia Universitária da UFS, inaugurada no início deste ano e localizada no bairro Rosa Elze. Para a farmacêutica e supervisora técnica do estabelecimento, é essencial trazer o tema à tona. “Quando o Conselho toma uma iniciativa dessas, de unir diferentes currículos, vivências e cursos numa pauta comum de melhorar a educação farmacêutica do estado, isso é fantástico”, ressalta. “Eu fiquei muito feliz quando eu recebi o convite do CRF/SE”.

O segundo dia do fórum contou ainda com uma mesa redonda sobre o perfil do farmacêutico egresso no mercado de trabalho. Um dos participantes da mesa, Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá, presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Sergipe (Sindifarma-SE), comentou um pouco sobre os dados da profissão farmacêutica no Brasil de acordo com um estudo de 2015. Segundo ele, a maioria dos profissionais no país são mulheres, jovens e estão empregados no setor privado e em Sergipe não é diferente. “Estamos tendo cada vez mais gente no mercado de trabalho e cada vez mais as pessoas estão procurando empregos. O setor privado ainda abriga boa parte dos postos de emprego, mas a gente teve um grande crescimento também no setor público, principalmente ligado às unidades básicas de saúde”, explica. “Discutir isso é essencial para que a gente consiga alcançar cada vez mais reconhecimento e postos de trabalho”, conclui.