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13.03.2018

CRF/SE PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE

Atividade foi gratuita e contou com a presença de dois palestrantes



Com o objetivo de apresentar aos profissionais farmacêuticos formas de tratamento alternativo, foi realizado no último sábado (10) o I Seminário de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. O evento ocorreu na sede do Conselho Regional de Farmácia de Sergipe (CRF/SE) e teve como tema das palestras a “Dispensação de plantas medicinais e prescrição de fitoterápicos” e “A hipnose clínica e o uso de medicamentos”.

 

​Fábio Ramalho, Diretor Tesoureiro do CRF/SE, explica que desde janeiro o órgão tem promovido seminários e a intenção é realizar um evento científico por mês. Para ele, essas atividades são importantes, pois geram uma aproximação ainda maior entre o Conselho, os profissionais e o ambiente acadêmico. “A promoção desses eventos é justamente para fortalecer e fazer com que o profissional esteja cada vez mais atualizado, prestando um serviço de maior qualidade para a população”, afirma.

 

Fitoterapia como prática integrativa

​A palestra sobre “Dispensação de plantas medicinais e prescrição de fitoterápicos” foi ministrada pelo Dr. Carlos Adriano Santos Souza e trouxe para os participantes um campo pouco explorado pelos farmacêuticos.

 

A partir dos casos de alguns pacientes, o palestrante traçou diagnósticos e explicou quais seriam as melhores formas de aplicar a fitoterapia clínica na prática farmacêutica. A discussão também tratou da necessidade de mais estudos acadêmicos sobre o uso de plantas medicinais como forma de tratamento, pois há pouca literatura sobre o tema.

 

Segundo Carlos Adriano, existe muita confusão entre o que é fitoterapia clínica (prescrita por um médico ou farmacêutico) e o uso caseiro de plantas. Essa confusão é causada porque esse ainda é um tema pouco explorado no campo da Farmácia. Assim, para ele, atividades como essa são necessárias justamente por conta disso. “Se você falar de fitoterapia aqui, pouca gente vai conhecer. Mas, todas as categorias estão se apropriando do conhecimento para poder trabalhar, então esse é o momento de a gente se apropriar também”, explica. “Uma coisa é saber é saber que o boldo é usado para azia, outra coisa é saber a substância e a quantidade que deve ser prescrita. E isso o farmacêutico tem capacidade de fazer”, conclui.

 

Tamires Cardoso Lima, professora do curso de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), estava presente na palestra e afirma ter gostado bastante. Para ela, conhecer as práticas integrativas é importante, pois “essas novas terapias acabam sendo mais acolhedoras”, afirma. “Hoje em dia, a gente tem o de mais moderno, mas, no final das contas, isso não está sendo suficiente para melhorar as condições de saúde. Então essas novas terapias acabam trazendo um cuidado mais humano e integrador. Quando você se sente mais acolhido, você sai melhor da consulta”, explica.

 

Alex José Silveira Filho, mestrando em Farmácia também pela UFS, confirma a importância da realização de eventos como esse, que promovam novas formas de tratamento. Segundo ele, “precisa haver uma mudança no modelo que a gente tem de cuidar. Há muito tempo essa maneira que temos não tem dado certo e precisamos de uma abordagem mais holística, que olhe para os cuidados do corpo como um todo”.

 

A hipnose clínica e os farmacêuticos

O Seminário contou ainda com a participação do cirurgião-dentista Manoel Gonçalves da Silva Neto, que ministrou uma palestra sobre a hipnose clínica e a sua aproximação com a atividade do profissional farmacêutico. O convidado, que trabalha com essa prática há cerca de dois anos, buscou desmistificá-la mostrando que ela pode estar presente nas mais diversas atividades do dia-a-dia. Além disso, o debate também girou em torno de questões como automedicação, hipocondria e uso excessivo de medicamentos.

 

Apesar de ainda não estar regulamentada na área da Farmácia, a hipnose clínica interessa diversos profissionais e pode ser utilizada como uma ferramenta mais humanizada no cuidado aos pacientes. “As pessoas buscam a hipnose como uma das possibilidades de sentir menos dor. Porém, a ideia não é deixar de usar medicamentos, mas sim usar só o que for necessário”, explica o palestrante.

 

Por fim, Manoel também mostrou maneiras de utilizar essa prática integrativa como forma de atingir objetivos pessoais, propondo alguns exercícios para os participantes e contando um pouco da sua experiência profissional. Segundo ele, “foco e concentração são indispensáveis para qualquer atividade. Quanto mais a gente tiver, maiores serão os resultados”.

 







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